Joás Sanct há 7 meses

Último Fim de Semana do Arraiá do Povo Reúne Multidão em Sergipe

Na sexta-feira, 27 de junho de 2025, Aracaju pulsou ao ritmo do forró com o início do último fim de semana do Arraiá do Povo 2025. A Praça de Eventos da Orla de Atalaia tornou-se o coração das celebrações juninas, reunindo milhares de sergipanos e visitantes em uma noite marcada por música, dança e devoção à cultura nordestina. Organizado pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e do Banese, com apoio do Ministério da Cultura via Lei Rouanet, o evento reafirmou sua posição como o maior São João à beira-mar do Brasil.

A noite foi repleta de apresentações memoráveis no Palco Rogério, com shows de Forró Brasil, Alceu Valença, Adelmário Coelho e Targino Gondim. Nos intervalos, a banda sergipana Farra de Barão incendiou o Palco 360°, uma novidade que aproximou ainda mais os artistas do público. A estrutura impecável, com segurança reforçada e espaços dedicados a diferentes públicos, garantiu uma experiência inesquecível. A Vila do Forró complementou a festa com atrações culturais, como o espetáculo Forró Sobre Rodas da Cia Loucurart, quadrilhas tradicionais e barracas de artesanato e gastronomia.

Com um público estimado em mais de 20 mil pessoas, o Arraiá do Povo celebrou a essência do São João, unindo gerações e reforçando a identidade cultural de Sergipe. A seguir, apresentamos as atrações da noite, com um resumo de suas trajetórias e performances marcantes.

Atrações

Forró Brasil: O Orgulho Sergipano

A banda Forró Brasil, com 29 anos de trajetória, abriu a noite às 19h no Palco Rogério, trazendo o autêntico forró pé de serra que resgata a essência das festas juninas. Formada em Aracaju, a banda é um símbolo da valorização dos artistas locais, com um repertório que mistura clássicos do forró com composições próprias. A energia contagiante de suas músicas, marcadas pela zabumba, triângulo e sanfona, fez o público dançar desde o primeiro acorde.

“É uma honra tocar na nossa terra. Agradecemos ao Governo do Estado por valorizar a prata da casa e nos permitir fazer parte dessa festa incrível,” declararam os vocalistas. A apresentação foi um convite ao arrasta-pé, com o público cantando em coro e celebrando a autenticidade do forró sergipano. A conexão com a plateia reforçou o papel do Arraiá do Povo como um espaço de promoção da cultura local.

Alceu Valença: O Mestre do Nordeste

Às 21h, Alceu Valença, ícone da música nordestina, subiu ao palco e transformou a Orla de Atalaia em um grande salão de forró. Com quase cinco décadas de carreira, o pernambucano é conhecido por sua habilidade de fundir forró, frevo e maracatu, criando um som que ressoa com públicos de todas as idades. No Arraiá do Povo, ele apresentou um show especial de São João, com sucessos como Anunciação, Morena Tropicana e La Belle de Jour, cantados em uníssono pela multidão.

“Eu amo a cultura junina, que vem dos nossos cantadores e sanfoneiros, como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, com quem cantei. Sergipe sempre me recebe com carinho, e eu adoro estar aqui,” afirmou Alceu. Sua performance foi um tributo às raízes nordestinas, com arranjos vibrantes e uma energia que eletrizou o público, consolidando-o como um dos pontos altos da noite.

Adelmário Coelho: A Alegria do Forró

Às 23h, Adelmário Coelho, conhecido como o “rei do forró pé de serra”, assumiu o comando da festa em sua terceira participação consecutiva no Arraiá do Povo. Com 31 anos de carreira, o baiano é um defensor incansável do forró tradicional, levando alegria a públicos de todo o Brasil. Seu show incluiu sucessos como O Neném e Pétala por Pétala, que fizeram o público dançar e cantar sob as luzes da Orla.

“Sergipe abraça a nossa cultura com generosidade. Meu ofício é levar alegria, e essa nação forrozeira sergipana me enche de felicidade,” declarou Adelmário. Com mais de 20 mil pessoas presentes, sua apresentação foi um momento de celebração da identidade nordestina, com o público respondendo com entusiasmo a cada canção.

Targino Gondim: A Sanfona que Conta Histórias

À 1h da manhã, Targino Gondim, sanfoneiro premiado com um Grammy Latino, encerrou as apresentações do Palco Rogério com um show que exaltou a história do forró. Nascido em Pernambuco e criado em Juazeiro do Norte, na Bahia, Targino é um mestre da sanfona, trazendo em suas músicas a influência de Luiz Gonzaga e outros gigantes do gênero. Clássicos como Esperando na Janela e Dançador mantiveram o público animado até as primeiras horas da madrugada.

“Aracaju sempre me recebe com carinho, e os turistas vêm em peso buscar o nosso forró. Aqui, estou no meu habitat natural,” destacou Targino. Sua performance, marcada pela virtuosidade da sanfona e pela conexão com o público, reforçou a importância do Arraiá do Povo como um espaço de preservação da cultura nordestina.

Farra de Barão: A Energia do Palco 360°

Nos intervalos do Palco Rogério, a banda sergipana Farra de Barão comandou o Palco 360°, uma inovação do Arraiá do Povo 2025 que trouxe os artistas para mais perto do público. Veterana na festa, mas estreante no novo palco, a banda apresentou um repertório de forró estilizado, misturando ritmos tradicionais com toques modernos. Hits como Rebola animaram a plateia, que dançou e cantou em um ambiente de troca de energia.

“Tocar no Palco 360° é especial. A proximidade com o público cria uma energia única,” afirmou o vocalista Wallace. A performance da Farra de Barão foi essencial para manter a animação durante os intervalos, consolidando a banda como um destaque entre os talentos locais.

O Público: Emoção e Conexão Cultural

O Arraiá do Povo 2025 foi mais do que uma festa musical; foi um ponto de encontro para sergipanos e turistas apaixonados pela cultura junina. Magna Melo, sergipana que vive no Rio de Janeiro há 50 anos, retornou a Aracaju com a amiga carioca Maria Luiza Poucinho para vivenciar o evento. “O São João é a festa mais animada de Sergipe. A organização e o calor humano do povo nordestino tornam tudo especial,” disse Magna.

Kamilly Dantas, professora de história de Alagoinhas, Bahia, visitou o Arraiá pela primeira vez e elogiou a estrutura: “Tudo está muito bem organizado, com segurança e espaço para crianças. Viemos para ver Alceu Valença, que é um ídolo para nós e para os pequenos.” A sergipana Ana Paula Vidal, acompanhada dos filhos, destacou as melhorias na edição de 2025: “A estrutura está melhor, com mais segurança e espaço. Trouxe meus filhos para curtir Alceu Valença, que admiramos muito.”

O casal Sônia Simone Melo e seu esposo chegaram cedo para não perder a apresentação da Forró Brasil. “A estrutura está linda, e o palco é incrível. Está tudo maravilhoso,” afirmou Sônia, celebrando a oportunidade de dançar forró ao lado do marido.

O Arraiá do Povo: Um Legado Cultural

O Arraiá do Povo 2025 reafirmou sua importância como uma das maiores celebrações juninas do Brasil, unindo artistas consagrados e talentos locais em uma festa que celebra a alma nordestina. Além dos shows nos palcos principais, a Vila do Forró ofereceu atrações como o Coreto da Vila, com apresentações de Dedé do Acordeon e Forró Daki, e o Teatro da Vila, com o espetáculo Forró Sobre Rodas. Quadrilhas, artesanato e culinária típica completaram a experiência, atraindo visitantes de todas as idades.

Com patrocínio de empresas como Eneva, Iguá Saneamento, Maratá e GBarbosa, o evento é um exemplo de parceria entre o poder público e a iniciativa privada para promover a cultura e o turismo. O Arraiá do Povo, que se encerra em 29 de junho, deixa um legado de alegria, união e valorização das tradições, consolidando Aracaju como a capital do forró.

A noite de 27 de junho de 2025 no Arraiá do Povo foi uma celebração vibrante da cultura nordestina, unindo gerações em torno do forró e das tradições juninas. As apresentações de Forró Brasil, Alceu Valença, Adelmário Coelho, Targino Gondim e Farra de Barão trouxeram ao público sergipano e aos visitantes uma experiência marcada pela autenticidade, emoção e conexão cultural. Com uma organização exemplar e um ambiente acolhedor, o evento destacou a riqueza do São João sergipano, reforçando o papel de Aracaju como um polo de preservação e celebração da identidade nordestina, com um legado que ecoará por muitos anos.

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